De chapéu de Marinheiro,
à “Abelha Arapuá no jatobá .”
Nos dá conta a história de que o nome da região
originou-se inicialmente pela alcunha de Marinheiro, considerando
o formato da região, que lembrava um autêntico
chapéu do tripulante dos altos mares. Um antigo,
majestoso e hoje sem qualquer dúvida, raro jatobá,
teve também coadjuvante participação
na definição do nome que mais tarde viria
a batizar o local. Abrigava-se nas sombras e galho, da quem
sabe centenária árvore, uma enorme colméia
de nome até então desconhecido para os poucos
fazendeiros moradores da região. Na controvérsia
do então incerto nome daquela desconhecida abelha,
Ira-porã , Arapuã, Arapuá, que se referiam
a tal imensa colméia decidiram-se os poucos residentes,
após consideradas e prolongadas ponderações,
pela escolha do último nome, talvez pela clareza
e singeleza da pronúncia , A R A P U Á . Ah,
estava definido e acertado em cheio, o correto nome da desconhecida
e intrusa abelha, que passou também a emprestar o
nome para o minúsculo povoado que se iniciava. Não
obstante da designação do claro, mas incomum
nome, a região viria rapidamente a se tornar conhecida
. Mas é óbvio, que a ajuda de um Santo é
sempre bem vinda, e esta não tardaria pelo empenho
dos então devotos de S. João Batista, mais
tarde o padroeiro definitivo da cidade, e assim surge a
primeira doação de terras ao patrimônio,
que teria partido do Senhor Luiz Cassiano da Silva, doada
por palavra, que era tão valiosa quanto qualquer
documento. Doou ao Santo São João Batista,
meia quarta de terras junto ao jatobá. Daí,
terra doada ao Santo, partindo do jatobá da abelha
Arapuá, tudo conspirava em torno do nome, e assim
eis que inicia o São João Batista do Arapuá
. Esta 1ª. doação teria ocorrido por
volta de l.851, e foi logo seguida por outra doação
ao Santo do mesmo nome, pelo fazendeiro Francisco Barbosa.
Surgia assim o povoado da Vila de São João
Batista de Arapuá, e outras doações
de terras seguiram também o curso de doações
pelos fazendeiros locais, para a formação
do patrimônio de São João do Arapuá,
como passou a ser mais referido. Mais tarde, outros proprietários
de terras que faziam divisas com os limites do terreno demarcado
para o crescimento da Vila Arapuá, doaram também
pequenas áreas de terras, agora já doados
para o patrimônio do novo distrito de Arapuá,
não mais para o Santo. Entre outras, houve doações
até por volta de l.923 nas quais tiveram participações
os Srs. Antonio Gonçalves de Oliveira, José
Gonçalves de Melo, Eduardo Augusto de Medeiros e
suas esposas. Coube ao Sr. José Luiz de Moura, ser
o doador de uma nascente de água oriunda das Fazendas
Salgado e Fradiques, para o abastecimento de água
da população do novo distrito de Arapuá.
Assim, estava o novo distrito criado pela Lei 843 de 07/09/1923
. Ainda desta data, até a emancipação
do Município pela Lei 2.762 de 30 de dezembro de
1.962 , o distrito de Arapuá pertenceu ao Município
de Rio Paranaíba, anteriormente chamado de S. Francisco
das Chagas do Campo Grande. A solenidade oficial de emancipação
e elevação de Arapuá a condição
de cidade, ocorreu em 1º. de março de 1963.
Houve nesse ínterim a figura de um intendente nomeado
pelo Governador do Estado, que nomeou o o Sr. José
Francisco Brandão para administrar a cidade até
a eleição do primeiro Prefeito do Município,
Sr. João Veloso de Almeida, que exerceu o cargo de
01/09/63 a 31/12/66 : Atual Prefeito, Sr. Geraldo Medeiros,
neto do então doador de terras de 1.923 e fundador
da primeira “Casa de Escola “ do vilarejo, Sr. Eduardo Augusto
de Medeiros, nesta gestão assumiu o cargo pela segunda
vez, tendo sido Prefeito de 01/01/83 a 31/12/88 . Partido
PR .